Inspiração & Soluções, Mulher & Viajante

As mulheres da minha vida

Março 8, 2017

É impossível desfolhar este dia sem refletir um pouco sobre as mulheres que me inspiram, que me fortalecem e me fazem sentir mais viva em cada dia desta grande viagem, que é a vida! Grande parte da minha coragem se deve a elas. Grande parte da minha esperança se renova com elas. A minha viagem é também um reflexo das suas vidas. Viajo com um bocadinho de cada uma delas! Estas são as mulheres da minha vida…

A minha mãe, a avó e a irmã. Os elementos mais presentes e que me ensinam a viver em simplicidade e amor, que ensinam a ter coragem, força, perseverança e dedicação.  E acima de tudo, que me ensinam a agradecer tudo o que a vida me coloca no caminho.  O exemplo da minha mãe que me transmite um amor incondicional, que se esforça toda a sua vida  para me dar conforto, amor e responsabilidade. Ela que apesar de milhões de receios me apoia em todas as minhas odisseias. A minha avó que mostra-me ainda hoje, com os seus 94 anos, a simplicidade da vida. Ela que ficou viúva muito cedo e que criou 5 filhos com muito amor e dedicação. Ela que já perdeu alguns filhos e que mantém um sorriso terno. E a minha irmã, que é o rastilho dos meus sonhos de viagem. Que acredita neles e que se encontra sempre a meu lado na sua concretização.

Elas que me fizeram subir montanhas, descer o rio Amazonas, Voar pelos céus do Rio de Janeiro. Elas que me enchem de coragem

As socorristas da Cruz Vermelha que cruzaram no meu caminho. A primeira formadora, a madrinha e algumas das amigas nesta longa e intensa caminhada na emergência médica. Com elas aprendi a socorrer os outros, elas que me fazem ainda acreditar num mundo melhor, que alimentam o meu sonho humanitário, que me fizeram ter coragem e que estiveram ao meu lado em situações difíceis. Nesta casa, encontrei uma das minhas razões de existir e que me abriu novos caminhos.

 

As minhas “ermãs” do grande projeto de voluntariado em África. Cheguei a ao GAS’África através da Maria e fiz a minha primeira missão humanitária com 6 mulheres. A Ana, a Rosália, A Lili, a Márcia, a Raquel e a Mónica. A cumplicidade divina. Uma irmandade que perdura há 13 anos. Uma experiência única, onde crescemos juntas no princípio mais sincero da vida, o amor. Sofremos com a dor dos outros, soltamos gargalhadas em brincadeiras com os meninos do Padre Horácio, descobrirmos as nossas forças e os nossos receios mais profundos, fomos genuínas e sinceras em cada momento. Fomos e seremos sempre família.

 

O encontro na escrita de viagem. A Helena, a Teresa, a Raquel, a Cátia e a Inês. Seis mulheres, num encontro com o Filipe Morato Gomes. Uma conspiração do universo que juntou mulheres únicas. Uma cumplicidade instantânea. Um encontro delicioso e digno de um bom livro. Elas que me alimentam o meu sonho da escrita, que tecem redes de escrita espontâneas e que fazem parte parte de cada batimento literário.

 

As minhas segundas mães no hospital. Deixei um passado profissional longo num hospital que sempre me acarinhou. Nele encontrei as minhas segundas mães. Que se preocupam com as minhas aventuras, que me enviam mensagens de coragem, que me enchem de esperança. A Helena, a Fátima, a Clara, a Olívia, a Andrea e tantas outras. Elas que nunca me abandonaram nesta odisseia e que mantêm aquela ternura sincera do primeiro dia de amizade.

 

As amigas de infância. As loucas e divertidas aventuras da adolescência. Com a Leila, a Renata e a Liliana. Aquelas aventuras que ainda hoje nos fazem ser adolescentes irremediáveis. A amizade que mantém apesar de todas as diferenças. E que me fazem acreditar que a amizade genuína está na aceitação das diferenças. Elas que são eternas companheiras de viagem.

Elas que acreditam, me acompanham e me fazem ter energias para continuar a viagem

Este é um círculo de mulheres inspiradoras. O meu reflexo na vida e na viagem. A minha eterna inspiração a ser uma mulher inteira e feliz.

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1 Comentário

  • Reply Sampa do Caetano contado pela Helena – Lookingaround Junho 16, 2017 at 03:53

    […] minha viagem ao Brasil não poderia deixar de homenagear o tanto que ela é na minha vida e na minha […]

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