Todos os dias há momentos de partilha. E quando não há, existe pelo menos um momento que partilho comigo mesma. A viagem enche-se de lugares, nomes e momentos. E hoje partilho Tulum, com as palavras do Mario Uriostegui relembrando alguns dos momentos junto à praia. A sua história partilhada para todos os cantos do mundo.
Cheguei á cidade do amanhecer, cidade dedicada ao planeta Vénus, mais conhecida por Tulum. Na cidade estrela da noite, dentro das muralhas das ruínas maias assiste-se à mais impressionante panorâmica sobre o mar. E a história começa assim…
Chegar ao paraíso e aproveitar para descansar. Isto é o melhor conselho para Holbox. Depois de descansar o quanto o corpo pediu aproveita a ilha. Continuar a ler…
O estado de Quintana Roo é conhecido pelas praias do caribe, pelos cenotes e pelas as ruínas de Chichen Itzá. Desde de Cancun até à fronteira com o Belize, em toda a região da Riviera Maia nasceram novas cidades turísticas. Uma história com sensívelmente 50 anos, até então tudo era selva, mar e fauna. As cidades edificadas não são bonitas mas o mar, esse sim, é lindo de morrer. Pleonasmo. Demasiado forte mas verdade seja dita nem que seja de uma forma exagerada! Continuar a ler…
A ilha de Holbox acorda bem cedo pela manhã e o ritmo sereno dispertino mantém-se por todo o dia. O mar do golfo mexicano banha calmamente o arenal do nordoeste da ilha. Um alinhamento de hotéis pequenos e casas familiares na primeira linha do mar não estraga a paisagem e os turistas preguiçam-se nas cadeiras tranquilamente. Nas ruas arenosas que compõem os principais quarteirões da ilha o dia acorda com as bicicletas e os carros de golfo (únicos veículos da ilha) que dirigem-se à praia. O ferry dá algum ritmo à ilha com a chegada e saída de turistas e locais.
A vida na ilha é difícil. O cenário junto ao mar é feio. Um mar de três cores: azul turquesa, azul marinho e azul escuro. Um arco-íris azul que se desfaz com o horizonte. Passo o dia entre banhos de água e banhos de sol. Uma toalha, um chapéu, uns óculos de sol e um livro na mão. O tempo passa devagar mas ainda bem que assim é. Quando o estômago clama, o peixe põe-se na mesa. Quando estômago está satisfeito e tarde está quente segue-se para a rede debaixo das palmeiras que apela uma sesta. Quando o sol começa a descer o horizonte, então pode-se caminhar por praias desertas. Avistam-se flamingos e outras aves. No final do dia, o pôr do sol chama toda a população à praia, como se fosse um evento raro que fosse acontecer. Todos olham o céu como forma de agradecimento por estarem a viver de uma forma simples e cheia no paraíso. À noite brinda-se e dança-se nos bares da praia.
A monotonia do paraíso não cansa. Mas se cansar, pega-se na bicicleta e vagueia-se pela ilha, vai-se mergulhar com os tubarões baleia, pratica-se yoga frente ao mar ou aprende-se a fazer kitesurfing.
A ilha é monótona mas vive! E todos que por ali vivem são de todos os lugares do México e do mundo. Chegaram, amaram e por ali decidiram viver no paraíso.
Vendem o México com Cancún e Riviera Maia. Praias com águas quentes, sem ondas e de um azul turquesa. Um slogan alusivo ao paraíso. Pura vida de prazer. Mas há muito mais que estes dois destinos e muito mais para além das praias privadas dos resorts. Durante a viagem venderam-me outro México. O mesmo México paradisíaco com menos turistas e sem festas loucas. E aí fui eu…
Não é muito fácil chegar a Holbox. Estava em Valladolid e segui no autocarro do dia, porque teria havido assaltos na última semana durante a noite. Segui as dicas e encontrei-me metida num táxi na última parte do trajeto para conseguir alcançar o ferry. Estava um pouco aborrecida pelo tempo perdido e pelo dinheiro gasto. Mas como se já não bastasse, o taxista furou o pneu e para além de parecer que não sabia trocar um pneu, acabou por estragar a chave estrela ao final de 5 minutos. Uma hora a parar os raros carros que iam passando no meio do nada. Ao final de algumas tentativas chegou um anjo gordo e careca (todas as caracteristicas que não se assemelham a anjos) que conseguiu trocar o pneu. Seguimos viagem e consegui embarcar num dos ultimos barcos para Holbox.
O sol estava a descer sobre o mar. Um laranja forte que ardia aos olhos e que a pouco a pouco mergulhava no azul turquesa apagado pela luz do dia. Chego à praia para apreciar o espectáculo e ali estava toda a ilha em contemplação.
E daqui não consigo escrever mais nada por hoje…
Cansei de procurar qual o melhor cenote a visitar. Sigo o conselho dos mexicanos e até ao momento não me tenho desiludido. Estava em Valladolid e do centro da cidade até ao cenote da fazenda San Lorenzo Oxman marcava 4 km, 15 minutos de bicicleta. De manhã antes que o sol queime demasiado a pele pedalei numa cidade ainda por acordar. Aqui o dia começa tarde. Entrei depois numa povoação mais pequena, onde as pessoas estavam a sair de casa em bicicleta e depois entro por um caminho de terra. Cruzei a linha férrea, sem viva alma pelo caminho e chegava com as 10 da manhã à fazenda. Uma entrada coberta de ervas altas e tudo descuidado, sem gente pelo caminho. Atravesso a entrada amarela do palacete e do outro lado uma piscina solitária e um homem varrendo as folhas do chão. Uma escada lateral dá acesso a um cenote encantado. Um aquário com peixes de diferentes espécies. Um ninho de andorinhas, onde elas por isso parecem loucas de felicidade a sobrevoar a água. As árvores deixam as suas raízes descerem às águas. Sintia-me dentro de um poço sagrado, onde os raios de luz espreitavam e o céu azul era círculo perfeito.
Depois deste cenote deixo de procurar um melhor cenote. Este seria sem dúvida o mais bonito até ao momento…
Ao final de algum tempo de viagem apercebo-me que gosto mais de cidades pequenas. As pessoas são mais genuínas, têm tempo para dar-se a conhecer e sorriem. Para além disso, o céu é mais limpo, o ar é mais saudável e as ruas mais agradáveis para andar perdida sem receio. Continuar a ler…



















