Introdução a Amesterdão…
Duas partes difíceis do viajante: partir e voltar
Março 12, 2016A poucos dias para partir o turbilhão de dúvidas chegam. Pensar ficar já não podia sequer fazer parte dos meus pesadelos. As preocupações de como será voltar também não podem assustar. A viagem tem dois gomos, duas sentenças, duas preocupações que fazem dar nós na barriga. A ida e a volta.
Partir
Abre-se a mala para colocar a lista de itens que se vai acumulando no chão do quarto com risco de esquecer de algo. Embala-se os equipamentos, a roupa, os livros e acessórios assim como se embala os roteiros, os contactos e as ideias. Depois deixo que a família me leve ao aeroporto como qualquer outra viagem. É ali, aqueles segundos de abraço com uma lágrima no canto do olho a brilhar e a querer descer no rosto que aniquila a coragem estampada no rosto.
E… Déjà vu! Recordo o embarque de há 12 anos quando partia para Angola, para viver uma das experiências mais marcantes da minha vida. O mesmo abraço, a mesma lágrima e as mesmas palavras. Aquele abraço de amor incondicional é a melhor recordação que levo na mala mas também será a dor que deixo em terra que mais me angustia.
Chegar
Quando se volta nunca se regressa ao mesmo passado. Num primeiro momento abro a mala para retirar as emoções e depois coloco-as nas estantes dos livros de contos. Depois, os amigos querem ouvir muito mas na verdade não vivem connosco o nosso entusiasmo. E ainda, o corpo terá de se acostumar às molas do colchão, à água a correr no chuveiro e aos paladares da comida da mãe.
A mala foi encaminhada e aquele abraço apertado empurra-me para a odisseia. Se o abraço cá estiver quando voltar, tudo valerá a pena!
Em comemoração do dia da Mulher nada com descobrir as grandes exploradoras. Mulheres, determinadas e corajosas. Que realizaram o seu ímpeto de conhecer o mundo independentemente do tempo em que viveram.
E fizeram-no de uma forma invejável.
Há poucos meses vi o filme documentário da Laura Denkker, a mais jovem velejadora a fazer a volta ao mundo em 2 anos. Uma jovem, um veleiro e um sonho. Um história heróica nos dias de hoje e só me faz pensar, que a jovem-mulher é do tamanho do seu sonho.
E se a lua pode esperar dizia o Gonçalo Cadilhe, para Valentina Vladimirovna Tereshkova o espaço estava nos seus sonhos. Em 1963 foi a primeira mulher a viajar ao espaço.
E porque hoje é dia 8 Março e dia da Mulher, elas devem ser relembradas para que a sua coragem nos encha a vida de sonhos.
Ser mulher e viajar sozinha são duas aspectos que faz muita confusão a muita gente. A primeira vez será sempre aquela que faz sentir borboletas na barriga. Mas depois disso, os mitos saem da mala de viagem e tudo torna-se mais simples. Continuar a ler…
Há quem lhe chame loucura ou devaneio. Há quem lhe chame aventura de uma vida ou coragem de sonhadora. Continuo a afirmar que é um sonho a concretizar no tempo certo. E o momento chegou. Antes que a saúde me falte ou mesmo antes que os compromissos me prendam à terra. Continuar a ler…
O Porto é sem hesitação umas cidades mais românticas da Europa. Não sou que afirmo mas a imprensa internacional que vai divulgando por todo o mundo. E prova disso são as ruas que se enchem de casais de mãos dadas e os beijos que se prolongam em plena praça dos Aliados. A cidade é elogiada por ser “salpicada como jóias medievais num desfiladeiro esculpido pelo rio Douro” e ainda “combina o charme do Velho mundo com os confortos contemporâneos”.
Como amo a minha cidade, sugiro o que de mais amo para um passeio a dois. Continuar a ler…
Amesterdão é uma cidade multicultural, pitoresca e tolerante. É também uma cidade de pessoas relaxadas mas muito pragmáticas. E talvez seja ainda, uma das cidades mais criativas.
Eis algumas das curiosidades acerca da Holanda e de Amesterdão. Sabia que: Continuar a ler…
O céu está pintado de azul sem nuvens e isso basta para desorientar-me em Amesterdão. As ruas têm nomes estranhos, difíceis de decorar, seria muito mais fácil se optassem-se pelos números em semelhança a Nova Iorque. Os canais são mais ou menos da mesma largura e mais ou menos com o mesmo tráfego de barcos. As casas são quase todas em tijolo acastanhado e mais ou menos inclinadas. Todas as esquinas servem para me perder. Continuar a ler…













