Diários - Perú, Perú

Iquitos, a capital da amazónia peruana

Dezembro 16, 2016

Depois de entrar na Amazónia chegava-me a percepção da sua imensidão. Dificil de chegar e dificil para sair. De avião resumia-se a poucas horas mas de barco a viagem demoraria várias horas ou vários dias.

Cheguei a Iquitos depois de 12 horas de viagem num barco rápido. De barco lento, dormindo numa rede e tomando banhos com a água do rio seriam sensivelmente 3 dias. A experiência da viagem em barco lento teria o seu encanto mas o tempo escasseava e tinha ainda muito a visitar… (com uma data marcada de regresso os planos tornaram-se mais rígidos…) Continuar a ler…

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No Amazonas, na fronteira tri-partida

Dezembro 2, 2016

O avião sobrevoava o Amazonas. Um manto verde com o rio a serpentear. Aquela imagem de livros antigos chegava-me agora aos meus olhos. Estava fascinada com a paisagem sobre o pulmão do mundo.

O avião sobrevoava o Amazonas  e a aterragem na cidade de Leticia pareceia-me uma chegada ao lugar inóspito e distante do mundo. As portas abriam-se e o calor húmido sufocante saudava-me de uma forma assoladora. Do aeroporto até à cidade havia apenas uma avenida. Frente ao rio Amazonas, do lado colombiano, encontrava-me com o Brasil e o Perú. Uma mistura sem diferenças. Todas as línguas se conheciam. A moeda misturava-se. As famílias cruzavam-se. Continuar a ler…

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Santa Marta, na festa caribenha

Novembro 21, 2016

Santa Marta é uma pequena cidade junto ao mar. O centro histórico expande-se até à praia em poucos quarteirões. Do lado esquerdo da praia umas torres modernas e uma marina alargam a cidade. Do lado direito um porto marítimo marca Santa Marta no mapa. E, do outro lado da montanha há Taganga e o Parque Tayrona, pequenos refúgios para quem quer fugir à cidade. Continuar a ler…

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Vale de Cocora, uma caminhada na cordilheira andina

Novembro 4, 2016

As paisagens verdes, os picos montanhosos pintados de branco, as árvores, os rios e os animais no seu habitat natural. Os sentidos extasiam-se com a simplicidade. Todos os momentos que me fazem percorrer quilómetros num caminho seco ou enlameado, com subidas íngremes ou descidas assustadoras,  valem todo o esforço. São momentos de comunhão genuína. E são este momentos de simplicidade que fazem sentido à viagem.

O Vale de Cocora situa-se a poucos quilómetros de Salento. Um extenso vale na cordilheira central dos Andes Colombianos. A caminhada começa junto aos pequenos cursos de água  que  descem ao rio Quindío. O trilho depois ascende por entre as árvores frrondosas, onde o sol entra apenas por pequenas brechas, até aos picos. A fauna e flora são vastas, contudo muita dela em perigo de extinção. Uma das atrações do vale de Cocora é a mais famosa árvore colombiana, a palmeira de cera que atinge mais de 60 metros de altura dando-nos a ilusão de tocarem o céu.

O dia brindou-nos com sol. O vale reflectia todos os verdes. As palmeiras tocavam o céu. Os colibris abriam asas e brincavam com a água. O som das águas do rio. O vento a embalar as ervas. Do alto do vale a paisagem era surpreendente e os momentos de silêncio a olhar o vale de Cocora era de exaltação da alma.

É simples a vida e é simples viver.

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Salento, uma aldeia nos vales de café

Novembro 3, 2016

No topo da montanhas de café há uma pequena aldeia chamada Salento. O frio preenche a montanha, o verde ascende até ao topo e os colombianos vestem roupas quentes. Os típicos ponches às riscas com cores quentes, os chapéus de cowboy e as botas altas. Entram em cavalos pelo centro da aldeia com um olhar firme de quem lhes pertence a terra.

No centro de Salento a igreja Nossa Senhora de Carmen abre a escadaria para o jardim e à volta lojas, cafés e a os serviços municipais dão cor e vida ao centro da aldeia. E dali, a carrera 4 ascende ao mirador Alto de la Cruz. Uma rua com restaurantes, pensões, casas de artesanato, mercados pequenos e como não poderia de ser, o café central onde todos os dias os homens marcam presença para beber uma cerveja e trocar dois dedos de conversa com os amigos.

E é ali que paramos, a beber a cerveja Colombia, à volta da mesa entre amigos de viagem a deixar o tempo cair com a chuva…Algures perdidos nas montanhas da Colombia, em aldeias coloridas e de tradições vincadas nas ruas e nos rostos colombianos.

Num café de Salento

Num café de Salento

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Guatapé, as cores em explosão

Outubro 29, 2016

A uma hora de viagem de Medellín, há Guatapé. Uma aldeia tradicional com mosaicos pintados em todas as casas. Um arco-íris de cores espalhado por todas as ruas com histórias e a cultura do povo guatapense: ofícios, flora, fauna e tradições religiosas.

A viagem de uma hora pelas montanhas só por si justifica o passeio. Um verde intenso numa vale montanhoso. Chegava a Guatapé bem cedo e parecia que estava a acordar com ela. As senhoras caminhavam tranquilamente com o pão da manhã debaixo da alçada. Os cafés da principal praça colocavam as mesas na esplanada e os velhos sentavam-se na esquina a tomar o café para despertar. Deambulando por Guatapé passava pela rua Del Recuerdo. Uma das ruas mais emblemáticas da povoação e que é a réplica de uma das ruas de Guatapé antes das inundações que aconteceram há mais de 36 anos. Depois passando pela praça Del Zócalo. Uma obra urbanística emblemática realizada para a comemoração dos 200 anos do município e que realça as cores e as tradições de Guatapé. Uma povoação pequena de uma tranquilidade simpática, com pensões, restaurantes e casas de artesanato.

A poucos quilómetros da povoação há uma rocha com mais de 200 metros de altura e sensivelmente 649 degraus de onde se pode avistar Peñol e Guatapé. Uma paisagem deslumbrante sobre um lago artificial que abrange mais de 7260 hectares e com uma capacidade hídrica capaz de gerar mais de 30% de energia do país. Um obra que desenvolveu muitas actividades desportivas, lúdicas e recreativas e que atraiu novos turistas.

Um passeio pela povoação dos mosaicos e das cores e que as imagens valem muito mais que todas as palavras.