Aterrava no aeroporto Jose Martí, a porta de saída abria para uma terra seca e quente e uma longa fila de velhos carros de variadas cores. Estava pronta para embarcar na desejada viagem no tempo a um país chamado Cuba. Continuar a ler…
Sonhava entrar em Cuba como se entrasse numa máquina do tempo. Entrar em Havana num carro antigo de cor amarela, com o cano de escape a deitar fumo e a engrenagem a moer os ouvidos. Entraria numa cidade velha, com prédios a ruir, algumas ruínas a amontoarem-se pelas ruas, as ruas sujas e sem calçada, e a cor dos prédios a desgastarem-se em todo o seu comprimento.
Sonhava encontrar música em todos cantos e esquinas. Os cubanos a tocarem saxofone, trompete, guitarra e tambores. As cubanas a dançarem com ritmo nos pés, com uma sensualidade sem tamanho nas curvas do corpo. Crianças, jovens, adultos e velhos, todos na mesma praça a dançar sem preconceito. Sonhava aprender a dançar com eles, passo a passo, até acertar o passo.
Sonhava conhecer aquela forma de viver sobre um governo comunista e perceber como vivem após a grande revolução. Queria encontrar a alma de Che Guevara e conhecer alguns dos seus companheiros revolucionários. Queria estar com jovens e entender a sua forma de viver sem internet. Queria estar com idosos para ouvir as suas histórias de vida. Queria entranhar-me um pouco mais cultura, saber mais do seu sistema de saúde, educação e segurança. Queria entranhar-me entre eles e entender se é sorriso ou revolta que revelam no rosto.
Sonhava conhecer um pouco de Cuba, antes da chegada do capitalismo, que ameça entrar nas próximas gerações com a entrada do povo americano e as suas novas relações económicas. Sonhava encontrar algo de genuíno e contagiante. E assim como, todos os viajantes que este ano viajam para Cuba. Este será o ano zero de Cuba para o mundo e o número 1 como destino turístico nesta região do Caribe.
Sonhava tanto… E o tanto que sonhava concretizava-se este ano, antes da chegada dos americanos a Cuba!
Depois das tantas partilhas que tive com a Melanie, ela enviou-me um dos seus poemas escritos em viagem. Foram duas semanas de viagem de uma alegria desmedida em terras mexicanas. Em jeito de partida, já sinto falta do México. E mal eu sabia o tanto que ele me daria. Continuar a ler…
A viagem é breve, tem dois tempos, um para chegar e outro para partir. E é nestes instantes que os viajantes se cruzam, no mesmo sentido ou sentidos opostos. Melanie, é uma jovem argentina, cabelos louros de olhos azuis, um sorriso que desarma qualquer um, pequenina de tamanho e de idade mas grande de uma grande sensibilidade para criar laços com todos à sua passagem. Continuar a ler…
Ao final de 100 dias de viagem já tenho outra cor. Não é só a cor estampada do sol no corpo, mas a cor do sorriso que renasceu com cada surpresa, cada novidade. É também a cor que os gestos ganharam em cada partilha numa nova terra, com um novo povo e antigas tradições. E, é a cor com que se acorda todos os dias para uma nova descoberta, um novo saber. A vida tem outra cor! Continuar a ler…
O beija-flor é uma pássaro especial. Pequeno, colorido e que passa de flor em flor. Que encanto viver das flores que encanta todo o mundo. Aqui, no México, é mais conhecido por Colibri e reza a lenda maia a seguinte história:
Quando os deuses criaram todas as coisas, eles notaram que havia um encarregado de levar todos os desejos e pensamentos ao mundo. Tomaram então uma flecha muito pequena e com um leve sopro uma ave colorida ganhou vida. Assim, nasceram os beija-flor. E para os maias, os beija-flor levam os bons pensamentos a outros homens. Assim, se alguém deseja o bem a alguém, o beija-flor tomará esse desejo e levará até ti uma mensagem.
Esta, entre outras tantas lendas maias poderiam ser umas lindas histórias infantis. E com elas me encanto nesta cultura maia que ainda tenho tanto a descobrir…
Tulum é uma pequena cidade, entre Playa del Carmen e Mahahual, com uma atmosfera completamente diferente dos outros lugares. Na primeira linha do mar, há resorts com um estilo mais alternativo e acolhedor e há alguns hósteis onde se pode acampar junto ao mar. Encontram-se vários locais zen, onde podes comer bem, praticar yoga e fazer todo o tipo de massagens. Neste ambiente há que aproveitar muito…
Nada mais esperava de Bacalar do que descansar sobre a paisagem da lagoa das 7 cores. Encontraria de novo a Melanie, uma jovem argentina que conheci em Mérida, e deixaria o tempo passar com as horas, lentamente. Passaria os dias com um livro a tomar banhos de sol e a mergulhar como peixe. Não necessitava de melhor cocktail.
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